Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

José Esteves de Aguiar em 13/10/09 | comentar

 
Era uma vez o presidente de um clube de futebol que se julgava dono de uma cidade.
 
Este podia ser o princípio de uma história infantil, se não fosse a circunstância de se ter transformado numa história de terror e ligações pouco claras.
 
Desde há muitos anos, Pinto da Costa julga-se dono da cidade do Porto. Conseguiu dominar Presidentes de Câmara, subjugando o interesse público aos interesses do FCP. Conseguiu impor a sua “lei”, rodeando-se de “guarda-costas” que afastavam diligentemente todos quantos se atreviam a fazer-lhe frente.
 
Nem vale a pena referir aqui a forma como tem dominado o (sub) mundo do futebol, porque nessa área todos sabemos que ele é um verdadeiro catedrático, tal a eficiência e impunidade com que tem gerido, a seu bel-prazer, árbitros e dirigentes desportivos, empresários e políticos.
 
É bem conhecida a forma extremamente empenhada como ele apoiou Fernando Gomes na primeira eleição contra Rui Rio. Fez uma autêntica chantagem emocional com os adeptos do FCP, tentando convencê-los de que tinham que votar contra Rui Rio.
 
Contra (quase) todas as expectativas, Rui Rio venceu essa primeira eleição, provocando o espanto (quase) generalizado. Durante o seu primeiro mandato, Rui Rio foi constantemente pressionado e provocado por Pinto da Costa e seus lacaios, mas mostrou ser um Homem com H grande, mesmo quando a sua própria casa e Família foram ameaçadas.
 
Na segunda eleição de Rui Rio, mais uma vez Pinto da Costa surgiu a fazer campanha contra, dizendo tudo quanto lhe vinha à cabeça para denegrir a imagem do Presidente da Câmara do Porto. Os portuenses, que já tinham tido oportunidade de verificar que não se haviam enganado aquando da primeira eleição, reforçaram a votação em Rui Rio, dando-lhe a maioria absoluta contra Francisco Assis (curiosamente ele próprio uma vítima das inconfessáveis ligações entre política e futebol, ao quase ter sido linchado em Felgueiras…).
 
Derrotado pela segunda vez, Pinto da Costa foi mais moderado nos seus comentários durante o segundo mandato, muito embora estivesse sempre pronto para mandar as suas “farpas”.
 
Como não podia deixar de ser, mal viu surgir no horizonte uma opositora a Rui Rio para as eleições do passado domingo, Pinto da Costa correu pressuroso a apoiá-la, quiçá esperançado de que, como diziam os cartazes de Elisa Ferreira “Porto, é agora!”. E foi mesmo! Nova corrida, nova viagem, só que com PC fora da carruagem, uma vez mais!
 
 Assim sendo, os interesses obscuros de Pinto da Costa e do seu séquito vão voltar a esbarrar nos muros da Câmara Municipal, para desespero de muitos interesses instalados.
 
Não se sabe como irá acabar o ódio de estimação que Pinto da Costa nutre por Rui Rio, um homem que ousou enfrentá-lo e derrotá-lo, mas a História registará para sempre a coragem de quem começou a caminhada praticamente como um homem só e que hoje em dia mobiliza largos milhares a apoiá-lo.
 
Voltou a provar-se que os habitantes do Porto são mais portuenses do que portistas, colocando os interesses da cidade à frente dos do clube local mais representativo.
 
Por isso me entristece que alguns adeptos do meu clube, pelo facto de morarem em Lisboa e não saberem o que é ter que lidar com portistas, gritem slogans e exibam cartazes e cachecóis contra os “tripeiros”, metendo no mesmo saco portistas e benfiquistas, boavisteiros e sportinguistas.
 
Há que saber distinguir as coisas e, nas urnas, os portuenses têm sabido dar um exemplo que deveria ser seguido noutros pontos do País, separando claramente as águas do futebol das da política!

 

 




23 comentários:
De Eduardo a 15 de Outubro de 2009 às 11:17
Só para informar que tem um erro grave no seu post...

Maradona não pode abdicar do Forlan pois ele não é Argentino mas sim Uruguaio...


De aNNóNNimo a 14 de Outubro de 2009 às 17:35
Velho parvalhão de larga venta
admirador insano do 'bronco e azzurro ',
doutor na asneira, na ciência burro,
com cachaço curto, que no ombro assenta:

No chiqueiro ao Domingo se apresenta
berra da pocilga, um espantoso urro
e acalmado dos andrades o grão sussurro
o dique das asneiras arrebenta

E todos nós que mofamos de seus brados
pois conhecemos bem este arguido
um jarreta andrade , dos mais falhados

Um morcão, que o que diz, não faz sentido!
Sempre me há-de lembrar por meus pecados,
as trapaças, as batotas de alguém que andou fugido.


De iBenfiquista a 16 de Outubro de 2009 às 20:38
Muito bom! Bocage era benfiquista!. Sei-o de fonte segura! Lol.


De Viriato de Viseu a 13 de Outubro de 2009 às 21:52
Belissimo poste caro Aguiar,

Estas eleições foi mais uma bofetada de luva branca dada pelo RUI RIO ao Mafioso

A maioria os Portuenses não se revêm no corrupto.
Eles não misturam o futebol com a politica.

Vejam também o que se passou em Matosinhos onde o Verme foi derrotado, apesar de ser muito conhecido, no sub-mundo do futebol, passando pela Liga,Uefa, TVs e andar sempre numa fona a cheirar o cú ao Peidoso Corrupto!!!

Igualmente o Paulo Teixeira de Castelo de Paiva, outro lambedor de cús mafiosos, foi igualmente derrotado!
Eehehehe e apenas por 3 décimas, ahahahahah parece um golo metido com a mão já depois do prolongamento do prolongamento, ihihihih dá mais gozo assim!!!!!!!!!!!

Reparem também naquela matrona de Leiria que foi apeada, quiçá também por ter metido a pata na poça do APINTO DOURADO, onde foi escutada a pedir favores e a fazer favores!!!!!!!

O povo é sereno e justo!!!!!!!!!


De Topa tudo a 13 de Outubro de 2009 às 20:07
Relação confirma decisão judicial contrária a Carlos Quaresma

O recurso de Carlos Quaresma, relativo ao procedimento cautelar que apresentou aquando do processo eleitoral do Benfica, foi considerado improcedente pelo Tribunal da Relação de Lisboa, que confirmou a decisão desfavorável da primeira instância.

O acórdão da Apelação do Tribunal da Relação de Lisboa tem a data de segunda-feira e vem confirmar que a marcação de eleições antecipadas por parte de Manuel Vilarinho, então presidente da mesa da assembleia-geral do Benfica, não podia ser recorrida.

Após demissão colectiva dos órgãos sociais do clube, Manuel Vilarinho marcou data para eleições no dia 8 de Junho de 2009, ficando então fixado que a ida às urnas por parte dos sócios benfiquistas seria a 03 de Julho.

Essa marcação foi contestada por aquela que viria a ser a única lista de oposição (liderada por Bruno Carvalho) e também por Carlos Quaresma, que só apresentou lista para a direcção, e não para todos os órgãos, não tendo sido então validada a sua candidatura.

Considerava Quaresma que a demissão em bloco da direcção e restantes órgãos era uma "violação dos estatutos", pelo que a deliberação era "nula e abusiva".

"A execução dessa deliberação impedia a estruturação de candidaturas para disputarem as eleições", sustentava por outro lado Quaresma, que alegava não ter tido tempo para formar listas completas.

Em primeira instância, o Tribunal de Lisboa (12ª vara cível, 12ª vara, 3ª secção)indeferiu liminarmente o procedimento cautelar de suspensão de deliberações sociais, interposto por Quaresma, que recorreu.

Agora, a Relação confirma o indeferimento liminar, confirmando que as decisões do presidente da AG não são susceptíveis de providência cautelar, "uma vez que só a assembleia-geral é o verdadeiro e próprio órgão colegial do clube".

"As deliberações da AG são susceptíveis de recurso para os tribunais competentes, nos termos gerais do direito", acrescenta-se nas conclusões do acórdão.


De Fruta prós amigos a 13 de Outubro de 2009 às 19:50

Câmara do Porto lesada em 2,8 milhões de euros com F. C. Porto

Nova avaliação da permuta de terrenos por professores de Economia

NUNO MIGUEL MAIA/JN

O Município do Porto terá sido lesado em 2,8 milhões de euros (565 mil contos) no negócio de permuta de terrenos, em 2000, com o F. C. Porto. A conclusão consta de uma nova perícia no processo em que é acusado o ex-autarca Nuno Cardoso.

O montante apontado como prejuízo para o erário público por três professores da Faculdade de Economia da Universidade do Porto ultrapassa, até, os 2,5 milhões de euros, valor do prejuízo invocado na acusação do DIAP do Ministério Público do Porto. Este é, também, o valor que a Câmara Municipal do Porto exige de indemnização aos sete arguidos.

Acusados por crime de participação económica em negócio estão Nuno Cardoso, três vice-presidentes do clube portista (Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente), e ainda três engenheiros da Câmara, que avaliaram os terrenos do Plano de Pormenor das Antas e da Frente Urbana do Parque da Cidade que estiveram na base da permuta.

O debate instrutório do processo decorre hoje, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, sendo posteriormente decidido se vai, ou não, a julgamento.

A perícia foi efectuada por ordem da juíza de instrução titular do processo, que considerou importante averiguar o valor dos terrenos sob o ponto de vista estritamente económico. No processo, existem já uma avaliação fiscal (que estima um prejuízo para o Estado a oscilar entre 2,5 e 3,3 milhões de euros) e uma avaliação de técnicos da autarquia, que estabelece paridade de valores entre os terrenos permutados.

De acordo com documentos a que o JN teve acesso, a avaliação dos professores da Faculdade de Economia do Porto fundamenta-se nos valores das transacções efectivamente ocorridas, sendo considerado o único critério objectivo.

Assim, foi concluído pelos professores João Francisco Ribeiro, Patrícia Teixeira Lopes e Rui Couto Viana - todos com grau de doutoramento - que, se a Câmara, então liderada por Nuno Cardoso, tivesse adquirido as duas parcelas de terrenos nas Antas à família Ramalho e tivesse vendido os terrenos para construção no Parque da Cidade ganharia 565 mil contos (2,818 milhões de euros), quantia que acabou por ser o F. C. Porto a embolsar.

Por outro lado, o município ganharia 415 mil contos (2,075 milhões de euros) se, em vez de permutar os terrenos com o F. C. Porto os tivesse pago em dinheiro e vendido os terrenos do Parque da Cidade para construção.

O MP alude a uma intervenção ilegítima do F. C. Porto nas negociações da autarquia com a família Ramalho para a permuta dos terrenos necessários para a construção do Estádio do Dragão. A acusação sustenta que, sendo o F. C. Porto o dono dos terrenos das Antas , o interesse público da permuta já não existia.
«««««««««««««««««««««««

Esta noticia publicada no JN em devido tempo, talvez explique muito da aversão de Peidoso ao Rui Rio.


De Victor a 13 de Outubro de 2009 às 17:09
Sou Benfiquista, sócio efectivo (apesar de viver muito longe da Catedral) e criado numa Terra (província), algures no centro de Portugal.
Estou farto da lenga lenga e troca de “galhardetes” dos senhores das (grandes) cidades. Então fora de Lisboa ou Porto, não há pessoas?
Já mete nojo, a “porra” dos benfiquistas que quando querem denegrir alguém, o tratem por provinciano, assim como, os portistas, dizerem que Lisboa é merda, quando querem denegrir os benfiquistas.
Meus amigos, sou igual a qualquer um de vocês, abram a merda dos olhos, o Benfica não é só Lisboa.
Quanto aos adeptos da corrupção, antes de falarem, visitem um espelho.


De aNNóNNimo a 14 de Outubro de 2009 às 17:51
Victor

Clap!Clap!Clap!Clap!
Muito bem é assim mesmo!
Provincianos somos todos nós, incluindo os 'donos' da bazófia do Porto ou da vaidade 'parva' de Lisboa.


De Jose Filipe a 13 de Outubro de 2009 às 15:33
Pena nao falar do apoio de vieira a antonio costa que consegui assim evitar a divida da euroarea,
A entrega de acçoes nao cotadas em bolsa para perdao de um divida fiscal.
Pena nao ser sincero nem consigo nem com os leitores deste blog...


De Nelson Vicente a 13 de Outubro de 2009 às 14:03
Tens toda a razão! Não é no porto, é em Gaia, onde o FC Porto paga 500€ de renda pelo "seu" Centro de Treinos....

No entanto, gostava de realçar o comentário do estimado Barba Azul. Sempre assertivo e sempre com uma pitada QB de humor. Penso também ser bom referir, que o Sporting não foi beneficiado na mesma escala que o Benfica. Nem tão pouco mais ou menos.

Aqui fica um link para um dos muitos processos obscuros referidos:

http:/ jn.sapo.pt paginainicial/interior.aspx?content_id=670668


De doporto a 13 de Outubro de 2009 às 12:43
faça as contas e repare bem
Rui Rio ganha... perdendo! Ou seja: a soma dos votos da oposição é superior, em mais de 3.600 votos, à de RR. Sendo certo que isto não modifica a lei eleitoral que lhe dá legitimidade para "reinar" mais quatro anos com os portuenses, é pelo menos um alívio pois mostra que a maioria dos votantes da nossa cidade não o apoia. É, pois, também legítimo (e mesmo encorajador) que aqueles que disseram "não" prossigam, sem esmorecer, na denúncia dos atropelos democráticos e esbanjamento do património pertencente à cidade, já que, na continuidade das suas políticas anteriores, RR prosseguirá com redobrado afinco nessa senda.
Câmara Municipal:

* - PSD/PSD + CDS-PP: 7 mandatos (maioria absoluta) - 47,48%, 62.507 votos
* - PS: 5 mandatos - 34,7%, 45.682 votos
* - PCP-PEV: 1 mandato, 9,8%, 12.904 votos
* - BE: 0 mandatos, 4,98%, 6.552 votos
* - PCTP/MRPP: 0 mandatos, 0,7%, 915 votos

62.507
45.682+12.904+6.552+915=66.053

portanto o povo não votou todo no rio.


De Pastor a 13 de Outubro de 2009 às 15:58
Pois

Por essa ordem de ideias a maioria não quer este PR nem o futuro PM pois, como bem diz, a maioria não votou neles.

Ainda bem que não somos todos iguais e vivemos em democracia...


De coca osgas fumarentas a 13 de Outubro de 2009 às 19:24
Pura perca de tempo, ó doporto.

Obviamente o imbecil que ganhou foi o Peidoso da Costa.

Mas para a próxima já sabem, até os imbecis vão votar com ele... senão solta os Pidás.


De Viriato de Viseu a 13 de Outubro de 2009 às 21:38
Iso é musica para boi domir, caro androide doporto.

Então, porque é que essa gentalha toda não se coligou para derrotar o RUI RIO???

Já agora, porque não conta também com os abstencionistas e dos votos em branco?


De Coca osgas fumarentas a 13 de Outubro de 2009 às 12:35
Distingo perfeitamente,
os de Palermo, dos portuenses.

Mas Mourinho, pelos vistos, só viu quando estava de saída. Ou será que saíu por isso?


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